Marketing de Influência: Como a Cobasi, em parceria com a Ouzzi, usou influenciadores para impulsionar reconhecimento no mercado pet
24 outubro, 2025
Com 80 influenciadores ativados, a Ouzzi superou as expectativas na 1º campanha de seeding da Cobasi, gerando resultados significativos de forma orgânica.
Com as redes sociais cada vez mais relevantes, o termo “Marketing de Influência” tem se consolidado no mercado. No entanto, o que poucos dominam são as táticas específicas que compõem essa estratégia: exemplo disso são as Campanhas de Seeding.
O seeding é uma tática estratégica de marketing em que produtos, serviços e conteúdos são distribuídos para influenciadores ou formadores de opinião com o objetivo de gerar conteúdo espontâneo e visibilidade para as marcas. O sucesso desse tipo de campanha depende de planejamento, curadoria e execução estruturada, não de sorte.
O case da Cobasi mostra exatamente isso: como decisões estratégicas transformam uma ação com influenciadores em resultados reais de marca. Com 80 influenciadores ativados, mais de 44 mil visualizações e 22 mil interações orgânicas a partir do envio de press kits, o projeto “Tem estilo, tem amor, tem Cobasi” é um exemplo de campanha eficiente e escalável.
Neste artigo, você vai entender como a operação foi planejada, os desafios técnicos do seeding, as escolhas estratégicas que definiram o sucesso e quais aprendizados gestores de marketing podem aplicar em seus próprios projetos.
1. Entendendo o contexto e os objetivos da Cobasi
A Cobasi, uma das maiores redes de varejo pet do Brasil, atua em todo o país por meio de lojas físicas, e-commerce e aplicativos. O desafio proposto à Ouzzi foi claro: fortalecer o vínculo emocional da marca com os tutores de pets e ampliar seu reconhecimento digital, especialmente entre micro e nano influenciadores.
O objetivo da campanha era aumentar o reconhecimento da marca e o alcance de visualizações, utilizando o engajamento orgânico como métrica de impacto.
Para alcançar isso, o time da Ouzzi analisou o comportamento do público interessado em produtos e cuidados para pets e estruturou a estratégia com base em critérios técnicos:
- Definição de personas com foco em tutores que compartilham rotina, afeto e cuidado com seus pets.
- Segmentação de envios para influenciadores pet, garantindo alinhamento entre a proposta do kit e o conteúdo gerado.
- Critérios de curadoria baseados em espontaneidade, autenticidade e aderência aos valores da marca.
A partir desses pilares, nasceu a campanha “Tem estilo, tem amor, tem Cobasi”.

2. O que torna uma campanha de seeding eficiente
Executar uma campanha de seeding vai muito além de apenas enviar produtos. É preciso planejamento detalhado, controle logístico e compreensão do papel dos influenciadores na jornada do consumidor.
Para isso, a Ouzzi estruturou o projeto em quatro frentes de atuação:
1. Curadoria de influenciadores: priorização de perfis com público fiel e comportamento orgânico. Foram avaliados engajamento real, coerência temática e credibilidade.
2. Estratégia de envio: os kits foram distribuídos em duas levas, totalizando 80 unidades.
3. Otimização em tempo real: o monitoramento da performance foi constante, e posts com melhor resultado foram impulsionados para gerar efeito multiplicador.
4. Relacionamento contínuo com os influenciadores: fundamental nas fases pré, durante e pós campanha, estabelecendo uma relação próxima em todas as etapas do processo. Este é um ponto fundamental, pois campanhas de seeding bem sucedidas são aquelas que valorizam pessoas e não apenas entregas, construindo confiança e conexão.
Cada decisão tinha um propósito claro: maximizar o alcance orgânico, mantendo controle de custo e qualidade da exposição.
3. Como o design do press kit influenciou a taxa de engajamento
Em campanhas de seeding, o press kit é mais do que um brinde.
Ele é o primeiro gatilho de engajamento e define se o influenciador vai apenas agradecer ou se vai criar um conteúdo relevante e autêntico.
A Ouzzi desenvolveu um press kit estratégico, pensado para gerar interesse visual e emocional com cada tutor. O kit incluía:
- Roupinha exclusiva da coleção de inverno.
- Petiscos e sachê de ração úmida de alta qualidade.
- Bottons personalizados com identidade visual da marca.
- Stickers.
- Flyer explicativo sobre a campanha e com cupom de desconto.
Cada detalhe foi planejado para refletir o posicionamento da Cobasi: cuidado, estilo e conexão com o universo pet. No final, a taxa de postagens espontâneas foi superior à média do mercado, e os conteúdos gerados transmitiam o tom de voz da marca de forma natural.

4. A importância da escolha técnica dos influenciadores
Selecionar influenciadores certos é o ponto que separa campanhas de sucesso das que passam despercebidas.
- Relevância: perfis que falavam com tutores e amantes de pets, com conteúdo leve e coerente.
- Alcance: tamanho de público suficiente para gerar impacto, mas sem perder autenticidade.
- Ressonância: criadores com poder de gerar identificação real, cujas recomendações têm efeito sobre o comportamento de compra.
O resultado foi uma rede equilibrada entre micro e nano influenciadores, com alguns grandes nomes pagos para amplificação.
Essa combinação garantiu escala com credibilidade, entregando tanto alcance quanto engajamento orgânico de qualidade.
5. Gerenciamento e otimização durante a campanha
Campanhas de influência exigem acompanhamento constante.
Não basta enviar kits e esperar pelos resultados.
Durante a execução, a Ouzzi manteve monitoramento em tempo real das publicações, interações e menções. Quando um conteúdo apresentava performance acima da média, a equipe atuava rapidamente para amplificar o alcance com mídia paga ou reposts estratégicos.
Essa agilidade permitiu aproveitar picos de engajamento e transformar bons conteúdos em oportunidades de visibilidade ampliada.
Além disso, todos os dados foram sistematizados em relatórios pós-campanha, com análises de performance, aprendizado e recomendações para futuras ações.
Principais métricas analisadas:
- Visualizações totais de conteúdo (view count).
- Taxa de engajamento por influenciador (interações por postagem).
- Sentimento do público (análise qualitativa de comentários).
- Volume de UGC gerado espontaneamente.
- Custo por engajamento (CPE) para avaliar eficiência de investimento.
Com base nesses dados, foi possível identificar quais influenciadores tinham melhor performance, quais formatos de conteúdo geram mais interesse e como otimizar futuras campanhas.
6. Entre o pago e o orgânico: a combinação que gera escala e autenticidade
Um ponto-chave desse case foi a combinação entre acordos pagos e orgânicos. Essa estratégia permitiu equilibrar duas forças complementares:
- Os acordos orgânicos reforçaram que toda a estratégia desenhada para a ação fez sentido, pois, entre os acordos realizados, 100% dos envios foram concluídos, 60% dos influenciadores publicaram de forma espontânea e se engajaram genuinamente com a campanha.
- Os acordos pagos garantiram alcance mais preciso, uma vez que alguns conteúdos foram realizados em collab, assegurando a entrega qualificada do conteúdo e compartilhamento de engajamento com o público do influenciador.
O aprendizado aqui é claro: campanhas de seeding bem-sucedidas não precisam escolher entre um ou outro modelo. Elas funcionam melhor quando os dois coexistem dentro de uma mesma lógica de comunicação.
7. Os erros mais comuns nas campanhas de seeding
Um dos receios mais comuns em campanhas de influência é o mesmo que todas as empresas têm: e se a ação não gerar resultado real?
Esse é um medo legítimo, especialmente quando se trabalha com influenciadores orgânicos. Mas a verdade é que esse risco existe em qualquer campanha, especialmente naquelas que são mal executadas. O ponto positivo é que a Ouzzi prova que, com metodologia, curadoria criteriosa e acompanhamento ativo, é possível minimizar incertezas e transformar influência em performance mensurável.
Com a experiência acumulada em projetos para diferentes segmentos, a equipe aprendeu a identificar e evitar os principais erros que comprometem campanhas de seeding e marketing de influência.
Entre os mais recorrentes estão:
- Selecionar influenciadores apenas pelo número de seguidores. A métrica mais irrelevante quando não há correspondência de público.
- Ignorar a persona e os valores da marca. A falta de afinidade destrói a credibilidade.
- Deixar de analisar histórico digital e reputação. Um criador polêmico pode comprometer o posicionamento da empresa.
- Briefings genéricos. Falta de clareza na mensagem gera conteúdo sem direção.
- Não definir objetivos e KPIs claros. Sem metas, não há como medir sucesso.
- Negligenciar contratos e prazos. Falhas operacionais prejudicam entrega e cronograma.
- Abandonar o acompanhamento pós-campanha. Sem análise e follow-up, a marca perde a chance de aprender e escalar resultados.
8. Crie sua primeira campanha de seeding
O case da Cobasi evidencia três princípios fundamentais para quem quer fazer campanhas de seeding que geram resultado real:
1. Planejamento orientado a marca e dados.
2. Execução próxima e qualitativa.
3. Experiência no gerenciamento e acompanhamento.
4. Relacionamento com os influenciadores na pré, durante e na pós campanha.
E aqui na Ouzzi, todas as campanhas são desenhadas com essa mentalidade.
Cada projeto é construído sob medida, com curadoria precisa, tecnologia de análise e acompanhamento contínuo.
Se a sua marca busca fortalecer presença digital, gerar conteúdo espontâneo e conectar-se de forma genuína com o público, o próximo case pode ser o seu.
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